Inovação19 de maio de 2026·3 min de leitura

Paraná Aloca R$ 33 Milhões em Pesquisa para Impulsionar Inovação no Setor Produtivo

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Paraná Aloca R$ 33 Milhões em Pesquisa para Impulsionar Inovação no Setor Produtivo

O ecossistema de inovação do Paraná continua a se consolidar como um dos mais dinâmicos do país, impulsionado por iniciativas governamentais que visam transformar o conhecimento científico em soluções aplicáveis para o setor produtivo. Recentemente, o Governo do Estado anunciou um investimento robusto de R$ 33 milhões, por meio de uma nova chamada pública, destinada a financiar projetos de pesquisa que respondam a 61 demandas específicas do setor empresarial.

Essa iniciativa estratégica é voltada para instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica (ICTs) paranaenses, tanto públicas quanto privadas, e representa um passo significativo na aproximação entre a academia e o mercado. As propostas podem ser submetidas até 25 de junho, com o início das pesquisas previsto para outubro deste ano, podendo se estender por até quatro anos.

O Programa Ageuni e a Integração Multissetorial

A ação integra o Programa Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), que tem como objetivo primordial articular universidades, empresas, governo e sociedade para encontrar soluções para os desafios socioeconômicos do estado. As 61 demandas abrangem áreas cruciais da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti), como agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias sustentáveis, cidades inteligentes e sociedade, educação e economia.

Segundo Aldo Nelson Bona, secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), este modelo inovador coloca o conhecimento a serviço do desenvolvimento e da geração de riqueza. "O Paraná consolida uma posição de referência nacional no fomento à pesquisa orientada por demandas reais. Ao transformar o conhecimento científico em soluções aplicáveis, contribuímos para aumentar a competitividade das cadeias produtivas e para gerar trabalho, emprego e renda, fortalecendo a economia circular", destacou Bona.

Essa abordagem é crucial para o avanço tecnológico, permitindo que a pesquisa não apenas gere conhecimento, mas também responda diretamente às necessidades de mercado, desde o desenvolvimento de bioinsumos para controle de pragas até sistemas inteligentes de análise de sementes e o reaproveitamento de resíduos da construção civil. O investimento é proveniente do Fundo Paraná, uma dotação orçamentária constitucional administrada pela Seti, dedicada ao apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico.

Para Campo Largo e região, essa injeção de recursos e a orientação para a pesquisa aplicada representam uma oportunidade ímpar. O CampoLabs, como iniciativa de inovação tecnológica local, está estrategicamente posicionado para atuar como um catalisador vital, auxiliando startups, pesquisadores e empresas da cidade a mapear as demandas locais que se alinham com as áreas prioritárias desse edital estadual. Podemos ser a ponte entre as capacidades de P&D de nossa comunidade e as oportunidades de fomento, oferecendo suporte na estruturação de propostas, conectando equipes multidisciplinares e facilitando o acesso a mentorias especializadas. Ao fortalecer essa sinergia, o CampoLabs não apenas impulsiona o desenvolvimento de soluções inovadoras em Campo Largo, mas também garante que o talento e o potencial tecnológico da região sejam plenamente integrados e beneficiados pelos grandes programas de investimento em inovação do Paraná, contribuindo para a resolução de desafios regionais e para o crescimento econômico sustentável.

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