Inovação16 de julho de 2026·3 min de leitura

Paraná Aposta Alto no Agronegócio 4.0 com R$ 51 Milhões em Novas Pesquisas Agrogenômicas

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Paraná Aposta Alto no Agronegócio 4.0 com R$ 51 Milhões em Novas Pesquisas Agrogenômicas

O Paraná reafirma sua posição de vanguarda no agronegócio ao anunciar um robusto investimento de mais de R$ 51 milhões em pesquisas estratégicas voltadas à agrogenômica. A iniciativa, liderada pela Fundação Araucária em parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), visa impulsionar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do setor agrícola paranaense por meio de soluções tecnológicas de ponta.

Lançados no dia 2 de julho de 2026, os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) focam em três áreas cruciais: Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos. Além disso, o programa contempla a Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica, consolidando uma infraestrutura de pesquisa de ponta no estado.

Esses NAPIs reúnem uma ampla rede de colaboração científica, integrando universidades, centros de pesquisa e parceiros do setor produtivo. Segundo Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, a iniciativa fortalece a integração entre esses pilares, criando condições para que o Paraná continue gerando soluções inovadoras com impacto direto na economia e na sociedade. Os recursos serão direcionados para o desenvolvimento de novas tecnologias, a geração de conhecimento científico e a formação de recursos humanos altamente qualificados, essenciais para atender às crescentes demandas do setor agropecuário.

Evaldo Ferreira Vilela, top manager da Fundação Araucária e responsável pela articulação dos NAPIs Agrogenômica, ressaltou que o programa busca integrar diferentes competências científicas e institucionais. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras, respondendo aos desafios específicos da agricultura paranaense e ampliando a competitividade do setor em um cenário global.

Para o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Ivan Carlos Vicentim, a relevância desses investimentos é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação voltadas ao agronegócio. A sinergia entre Seti, Fundação Araucária e universidades é vista como um catalisador para transformar investimentos em conhecimento, inovação e desenvolvimento para todo o Paraná.

Este aporte milionário reforça o compromisso do Paraná com o futuro da agricultura, posicionando o estado como um polo de excelência em pesquisa e desenvolvimento no agronegócio 4.0. Ao focar em genômica de culturas essenciais e no estudo do microbioma do solo, o estado não apenas busca maior produtividade, mas também pavimenta o caminho para práticas agrícolas mais sustentáveis e resilientes.

Como o CampoLabs Impulsiona a Inovação Local no Agronegócio

Em um cenário de investimentos tão significativos em pesquisa agrogenômica, iniciativas como o CampoLabs tornam-se plataformas cruciais para democratizar o acesso a essa onda de inovação. Em Campo Largo e região, onde o agronegócio possui grande relevância, o CampoLabs pode atuar como um elo vital entre os avanços científicos desenvolvidos nos NAPIs e as necessidades dos produtores e startups locais. Ao oferecer um ambiente para ideação, prototipagem e validação de soluções tecnológicas para o campo, o CampoLabs pode capacitar empreendedores a traduzir o conhecimento gerado pelas pesquisas em feijão, soja e microbioma de solos em aplicações práticas e comercializáveis. Seja através de programas de mentoria focados em agritechs, espaços de coworking para equipes multidisciplinares ou eventos que conectem startups a pesquisadores e investidores, o CampoLabs pode catalisar a criação de novos negócios que absorvam e multipliquem os benefícios desse investimento estadual, garantindo que Campo Largo não apenas observe a revolução do agronegócio 4.0, mas atue como um protagonista ativo nela.

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